Eleitores Avaliando Políticas Públicas e Destruição do País
Eleitores Avaliando Políticas Públicas e Destruição do País
Fonte: Unicamp - INPAOs
eleitores brasileiros, nas próximas eleições, não poderão ir às urnas sem uma avaliação
das políticas públicas maldosas, apoiadas pelos atuais candidatos aos diversos
cargos e correntes ideológicas, que apoiaram a destruição de nosso país, nas
áreas ambientais, desigualdades e democracia, nos últimos 20 anos. O direito de votar é isto.
Políticas Públicas
Portanto, o que mais deve interessar aos eleitores no momento é entender e compreender como as políticas públicas e investimentos públicos foram tão desastrosos nos últimos anos, contribuindo para a decadência de nossa democracia, destruição ambiental, desigualdades sociais, valores morais e viciada e incontrolável corrupção.
Mesmo
reconhecendo a interferência de Trump na política do Brasil e o ataque à
soberania nacional, com a participação de traidores da Pátria dentro o fora do
país, temos que entender a razão pela qual chegamos a este estágio tão precário
e assombroso.
No momento
estamos percebendo que os beneficiários dos grandes investimentos feitos pelos
governos do Brasil, principalmente nos governos petistas, com recursos
públicos, nos últimos anos, foram os Estados Unidos e a JBS, que continua
exportando, não sendo atingida pelo
tarifaço de Trump.
Na década
de 2000, o governo petista apoiou a chamada política de “campeões nacionais”,
adotada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), injetando
bilhões de reais do dinheiro público na JBS, que criou um monopólio prejudicial
e danoso ao mercado interno.
Com a
concentração do mercado e o gigantismo da JBS, a concorrência foi sufocada,
prejudicando pequenos e médios produtores rurais (pecuaristas) que ficaram sem
opções de frigoríficos para a venda de gado.
É preciso
avaliar o que o Brasil e sua população ganhou depois de investir bilhões de
recursos públicos para a criação da maior produtora de carnes do mundo e a
maior produtora de proteínas nos Estados Unidos. Pelo que se percebe aqui no
Brasil, a JBS influencia o preço da carne, diante de seu poder de mercado.
O mesmo
acontece nos Estados Unidos, segundo a maior associação de pecuaristas
americanos. A JBS, junto de três outras
corporações americanas, define o preço da carne.
Os governos
no Brasil usaram recursos públicos para criar a maior corporação de venda de
carnes do mundo, vista como maléfica por pecuaristas e consumidores no Brasil e
Estados Unidos.É cinismo dizer que pobre no Brasil vai comer
picanha.
Destruição do País
Acredito
que interessa aos eleitores conhecer e entender a relação do governo petista
com a JBS e suas práticas de desmatamento, invasão de terras indígenas e outras
indecências, como as denúncias de compra de dezenas de parlamentares.
A isenção
de tarifas de 25% à carne brasileira, no
governo Trump, gerou uma indignação entre grupos pecuaristas americanos. Para
eles, a isenção cria um problema de segurança nacional nos Estados Unidos,
impedindo o país se tornar autossuficiente na produção de uma proteína
alimentar tão importante quanto a carne bovina.
Ainda para
eles, só os consumidores poderão escolher entre comprar carne bovina de um país
que, segundo evidências, não conseguiu combater o desmatamento ilegal e tem um
histórico de corrupção na segurança alimentar, ou o de manter a carne bovina sendo produzida
sob os mais rigorosos padrões de produção e segurança alimentar do mundo.
Este
exemplo mostra que da parte do Brasil, o Acordo Mercosul-UE nunca foi
sustentável, responsável e saudável, por conta da ganância do agronegócio. Estamos
falando de um setor tóxico, razão pela qual a União Europeia proibiu a
importação de carnes.
A política
de campões nacionais no governo petista foi a de expandir a produção agrícola
para alimentar o mundo, exceto os brasileiros, com ganhos exagerados para
corporações como a JBS, hoje nos Estados Unidos. Sobrou para os brasileiros, agrotóxicos
para todos, violência no campo e perda de terras da população indígena.
Os
eleitores devem observar que no Congresso Nacional a maior bancada é a
ruralista que, com o apoio do governo Bolsonaro, os brasileiros se tornaram os
maiores consumidores de agrotóxicos do mundo.
Mas não é
só o consumo de agrotóxicos que prejudica nossa saúde. O solo e águas dos rios
também. É sobre as cinzas desta destruição do país que estamos vivendo, tudo
isto acontecendo com o apoio dos governos nos últimos 20 anos. Vejam o que diz
a OMS.
A
literatura mostra que existe uma inércia planejada dos governos municipais,
estaduais e federal, que vive oprimida frente “aos lobbies econômicos e
político-partidários” e uma corrupção sem limites nos Poderes, dando origem a
todo tipo de oportunistas.
Portanto,
nosso histórico de políticas públicas danosas nos levou ao estágio em que
estamos, com a expansão de uma extrema direita e a decadência de nossa
democracia. Neste período, os maiores escândalos de corrupção foram
registrados, a exemplo do mensalão, INSS e agora do caso Master, envolvendo até
as aposentadorias dos velhinhos.
Não é uma
tarefa fácil para os eleitores, mas a guerra entre petistas e bolsonaristas é o
pior dos caminhos. Mesmo assim, é possível avaliar alguns pontos e rejeitar
votar em candidatos oportunistas.
Aqui estão
alguns pontos que devem ser considerados:
- Não votar nos senadores que rejeitaram apoiar e votar a escala 6x1;
- Eleger o maior número de mulheres para o Congresso Nacional e Assembleias Estaduais;
- Fugir
de candidatos das bancadas ruralistas, da bala e de igrejas;
- Fugir
de candidatos apoiados pela extrema direita de Donald Trump e Millei,
preferindo candidatos da direita moderada, esquerda e centro;
-
Priorizar candidatos defensores da agenda dos trabalhadores e da violência
contra as mulheres, sobretudo contra a cultura de violência criada no país;
-
Priorizar candidatos defensores das causas indígenas;
-
Priorizar candidatos defensores de uma política agrária e de segurança
alimentar no país;
-
Priorizar candidatos defensores de recursos para a saúde e educação.
Eleitores! Vamos às urnas pensando na destruição do país durante os últimos 20 anos e só com a redução das desigualdades, defesa da democracia, do meio-ambiente e da Amazonia podemos pensar em futuro. Do contrário, continuaremos pisando nas cinzas da destruição e do status quo, sem futuro.

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